resenha do disco do Zefirina Bomba
Viola, minha distorcida
THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCALA primeira coisa a chamar a atenção no trio Zefirina Bomba é que eles não usam guitarra. Além da bateria e do baixo, a música é completada por uma… viola. O que, a princípio, nos deixa com um pé atrás: lá vem mais uma daquelas bandas que “misturam” rock com um regionalismo “cabeça” e faz uma música que pode ser tudo, menos rock e regional. Mas essa viola do Zefirina Bomba aparece distorcida, eletrificada, desconstruída e faz desse grupo paraibano algo tão universal quanto suas principais referências: Nirvana, Sonic Youth, stoner rock… Esse primeiro disco da banda tem 15 músicas, a maioria com menos de dois minutos de duração - canções de andamentos ásperos, ruidosos; brutas, sem nenhum adereço. Nas letras, não tentam formular tratados poéticos, mas extraem belezuras como “Teus olhos devem ter/ Problemas pra me ver/ Eu acho”. Um dos discos do ano.
“NOISECOREGROOVECOCOENVENENADO”
Artista: Zefirina Bomba
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